Toda forma de amor vale a pena?

Vou partir do principio que sou feita de perguntas, duvidas, anseios, momentos, entre outras mil coisas, e considerar que tudo isso ta mudando dentro de mim o tempo todo numa velocidade que eu nao consigo mensurar e nem sequer observar. E que, por tanto, posso expor minhas reflexoes aqui sem que ninguem considere esse texto a minha opiniao sobre o tema pro resto da vida, pois amanha pode ter mudado tudo de novo.

Ha um tempo venho pensando, observando e experimentando novas formas de me relacionar com o mundo, com tudo o que ha nele. A busca pela liberdade foi a grande chave pra que eu quisesse pesquisar dentro e fora de mim essas novas formas. Durante os primeiros 23 anos da minha vida eu fui apresentada e exposta a um so tipo de amor: o romantico, onde o outro me pertence e eu pertenco ao outro, e onde se acredita que nunca nada nem ninguem vai poder separar essa alianca. Todos da minha familia, todos os meus amigos e conhecidos reproduziram e a maioria continua reproduzindo esse modelo de relacionamento, alguns inacreditavelmente saudaveis, mas a grande maioria tao doente que pode ser qualquer coisa, menos amor!

Desde muito pequena eu aprendi a sentir ciumes. Meus familiares, depois meus amigos e os namorados que vieram foram todos vitimas do meu doentio e desenfreado ciumes. “Se nao tem ciumes, nao tem amor”, foi isso que eu aprendi e reproduzi durante 23 anos. Ate que um relacionamento onde eu me encontrava ao mesmo tempo no papel de vitima, opressora e cuidadora me colocou uma pergunta atras da orelha (pergunta essa que so comecou a se esclarecer agora, dois anos e meio depois!):

SE NOS AMAMOS COMO DIZEMOS QUE NOS AMAMOS, ENTAO PORQUE ESTAMOS SOFRENDO E FAZENDO O OUTRO SOFRER TANTO?

E com essa pergunta arrastamos 4 anos de relacionamento sofrido. Cheio de verdades escondidas (mentiras), sentimentos distorcidos, amizade vestida de namoro, e outras tantas amarras. Ficamos 4 anos algemados um ao outro com as chaves na mao decidindo quem teria coragem de abrir as algemas. E hoje, ja livre da algema, que foi arrebentada por um raio que caiu no meio dela (ou seja: um terceiro elemento), eu consigo enxergar qual era a chave: A VERDADE.

A verdade significa eu poder olhar pra dentro de mim, poder SENTIR o que esta la dentro, e COMPARTILHAR com o outro (amigo, mae, pai, namorado, etc) o que eu descobri ali. Do outro lado, de quem recebe a informacao, a verdade esta em olhar pra dentro de si e poder SENTIR o que essa informacao me causa, e ai COMPARTILHAR com o outro o que reverberar. O amor entra nessa historia quando eu consigo enxergar o outro como um ser humano em constante transformacao e, assim como eu, vulneravel a todas as novas descobertas e intervencoes do “acaso”. A verdade esta em conseguir ser eu mesma e o outro ser ele com tudo que isso possa significar e ainda assim existir amor: o genuino amor!

Que tenha choro, que tenha tristeza, que tenham dias em que nao se sabe o que fazer com o buraco que ficou no estomago, mas que tudo isso traga novas possibilidades de relacionamentos saudaveis, felizes, sem algemas e sem nada escondido embaixo do colchao ou nos silencios que travamos por nao termos coragem de expor o que levamos no peito.

Que os desafios venham e que eu possa aproveita-los como presentes para ser mais consciente de quem sou, do que quero construir no mundo, e de que tipo de sentimento eu quero alimentar dentro e fora de mim!

Nao tenho respostas, so perguntas e mais perguntas … e ai, toda forma de amor vale a pena pra voce?

Anúncios
Publicado em Única | Deixe um comentário

Carta para o Betão #2

“A jornada de toda a sua vida consiste, em última análise, no passo que você está dando no momento presente.” (Eckhart Tolle)

A vida parece ser um emaranhado de fatos desordenados e sentimentos difíceis de serem compreendidos, não é? Coisas acontecem o tempo todo sem que tenhamos controle sobre elas, e ai sentimos as mais diversas sensações que parecem não vir de dentro de nós. As pessoas nos causam aflições, nos deixam nervosas, nos provocam, ou nos fazem sentir amor, nos encantam, dão um quentinho dentro de nós. Como lidar com todas esses fenômenos e ainda assim conseguirmos ser um ser humano equilibrado, paciente, amoroso, e em última instância: feliz?

O Betão (de novo ele) me indicou um livro que mudaria o rumo da minha jornada sem que eu precisasse fazer nada além de ler as palavras impressas nesse monte de folhas. Nesse livro, eu pude apreciar o maior, o mais complicado e o mais simples ensinamento dessa vida: ESTAR PRESENTE NO MOMENTO AGORA. Essa atitude quase impossível de ser executada tamanha a sua simplicidade pode mudar o curso da história da humanidade. Não é um método e nem tem uma regra. É simples como respirar, natural!

O meu próprio momento PRESENTE é o maior presente que eu poderia ganhar!

Não quero falar sobre o COMO fazer isso, porque eu mesma ainda não descobri a minha melhor maneira, e nem sei se existe. Mas quero com-partilhar as sensações que eu tenho experimentado.

Estou conseguindo que o passado não me machuque, não me traga sofrimento e nostalgia demasiada. Tenho aprendido a apreciar o que foi bom, a sentir gratidão por todos que já passaram, por todos os acontecimentos vividos, e a SOLTAR eles no espaço-tempo que eles pertencem. O meu presente será o meu passado amanhã, e eu tenho me ocupado de fazer com que ele seja lindo para eu ter do que lembrar sorrindo. Uma chave: quando você se ocupa de que seu presente seja incrível para ter um passado maravilhoso, nunca terá tempo de focar no passado, pois estará sempre construindo um presente maravilhoso. Se ocupar de viver, vale a vida!

“O que o futuro lhe reserva é fruto do seu estado de consciência agora.” (Tolle)

Tenho conseguido, nessa tentativa de estar PRESENTE, diminuir a minha ansiedade. Cuido para que os meus pensamentos não se foquem no futuro,  no que ainda não aconteceu, no que ainda está por vir. E com isso, consigo permanecer mais tempo serena e em paz, pois o que está acontecendo agora é a única coisa que realmente importa e que, inclusive, fará com o que aconteça depois seja formidável.

“No hay nada que garantice como vamos a ser mañana, pero la forma como estamos siendo ahora, garantiza que sea como debe ser en el momento indicado.” (Andrés)

As sensações e os acontecimentos continuam acontecendo, o que muda é a minha percepção sobre eles. Tento estar o tempo todo atenta ao que me está sendo ensinado, qual a oportunidade de crescimento que o mundo está me oferecendo com tal pessoa ou tal fato? O sofrimento e a alegria passam a ser escolhas que eu faço diante da vida. Posso escolher a lente pela qual quero olhar a vida. E a coisa mais confortante que tem ao escolhermos uma vida “Open Space” é que a qualquer momento eu posso mudar e escolher outra coisa que seja melhor para o momento presente!

tumblr_ldyyfpdya21qffirdo1_500_large.jpg

Betão, essa carta vai de novo pra você, pois dos presentes que a vida me deu, você é um dos melhores! Esses dias falando de você para uma amiga, ela me perguntou: “Mas vocês ainda não se conhecem pessoalmente né?”, e eu respondi (sem medo de parecer maluca) “Nós ainda não nos conhecemos, mas já nos conhecemos há MUITO tempo.” É isso que eu sinto, que apenas nos re-conhecemos agora de uma longa e linda jornada que estamos construindo juntos há seculos! É muito bom reconhecer irmãos … Ontem o seu aniversário ressoou em mim como uma grande festa. Poder festejar, internamente, mais um ano de você aqui nesse plano, com essa energia, é uma honra muito grande! E me sinto GRATA, muito grata, por me sentir tão perto, por poder te ver fazendo coisas tão lindas e significativas pra nossa evolução! Que o nosso encontro seja em breve, e tão incrível quanto o nosso re-encontro! Te amo muito, do lugar mais puro!

 

Publicado em Única, Viagem | Deixe um comentário

Os filhos que eu gosto de ter …

Acordo num lapso de consciência, no meio de um dia cheio de encontros deliciosos, e me percebo mãe de dois abençoados filhos. Mãe? Mas peraí, não era só eu até dois minutos atrás? Pois é isso, estou eu no meio da rua segurando um filho em cada mão e já não posso negar essa realidade. Ela existe!

Duas crianças famintas de conhecer o mundo e interagir com ele. Duas crianças completamente diferentes nas suas personalidades. Do meu lado direito está o EGO: meu filho hiper-ativo. Pensa numa criança que não pára um segundo. Interrompe as conversas, quer comprar tudo o que acha bonito, não tá afim de aprender nada, é um pouco arrogante e acha que já sabe tudo o que precisa. Do meu lado esquerdo está o SER: meu filho sereno. Ele é calmo, gosta de ler e de ficar em silêncio, pratica a escuta ativa (presença) e está sempre curioso pra saber qual a próxima coisa que ele vai aprender com todas as pessoas que cruzam o seu caminho. Os dois irmãos não conseguem ficar muito tempo juntos, obviamente. O EGO acaba atrapalhando a concentração do SER com suas perguntas intermináveis sem espaço pra resposta. O SER nunca se exalta, mas não é raro ele se recolher pro seu quarto em busca de um tanto de paz.

Eu no meio deles, mãe de primeira viagem aprendendo como lidar com esses filhos que são meus e disso eu não tenho a menor dúvida. To conversando com o pai deles (o Universo) e vendo a possibilidade de começar a deixar o EGO um pouco em casa pra ver se ele acalma e dá espaço pro SER também poder se expressar e construir seu espaço.

Do futuro deles? Eu tenho a impressão que o EGO não vai ficar muito tempo comigo. Ele já nasceu assim, independente. Sei que quando ele não depender mais de mim, e nem eu dele, ele vai embora. O difícil é saber se vai ser pra sempre. Já o SER, está tão agarrado em mim e a gente se identifica tanto um com o outro, aprendemos tanto juntos que acho difícil nos distanciarmos.

No fim, sou grata por esses dois filhos. Por poder conhecê-los. Olhar pra carinha de cada um deles e enxergar essas crianças que no fundo sou eu mesma é uma dádiva. Agradeço ao Universo a oportunidade de reconhecê-los em meio a tanto caos, e poder trabalhar junto com eles a melhor forma de convivermos, de nos amarmos e de aprendermos juntos.

Que cada um encontre dentro de si seus filhos perdidos e possa junto com eles ser mães e pais que crescem e evoluem junto e misturado, sem negar ninguém nem nada, tudo faz parte, precisamos saber olhar e acolher cada coisa tau como é.

Boa evolução a todos!

Publicado em Viagem | Deixe um comentário

Só sei que nada sei …

“(…) como podemos nos programar, resgatar, desestruturar, reconstruir, boicotar, ou investir nossa cota de humanidade em um projeto pessoal que fará algum sentido. Boa razão para pensar no valor de ter valores; de avaliar a vida, não apenas correr pela sua superficie.” [Lya Luft]

Minha mãe, a pessoa mais atingida pelos meus planos (depois de mim mesma), se aflige cada vez mais e se questiona o porque de eu querer fazer tudo isso? Onde foi que ela errou? Em que momento eu sofri um trauma que me fez ficar diferente de todos da minha família, dos meus irmãos? Ontem numa conversa bem gostosa ela voltou a me perguntar: “E o futuro, minha filha? Um casamento, uma casa, um carro, um salário fixo? Você não pensa em ter reconhecimento profissional, uma profissão?'”. Ela confessou sua preocupação por eu estar querendo sair numa viagem de buca a partir do zero, sendo que eu tenho 24 anos e já deveria ter muitas coisas construídas ou, no máximo, começando a construir. Na opnião dela eu já deveria ter muitas certezas, onde em mim só resta mais sede de aprendizado.

Bom, as aflições que a minha mãe tem são as mesmas que eu tinha quando comecei a pensar nessa viagem. Mas entendi que não tem idade pra recomeçar; não tem momento certo pra verificar se está tudo bem dentro de nós e caso não esteja reavaliar o caminho, pegar uma travessa desconhecida e ir em outra direção que nos chama e que se apresenta mais colorida e promissora.

Tenho pra mim que muitas dessas aflições existem por conta da cultura do medo em que estamos inseridos. Segurança e estabilidade são pré-requisitos imporantes pra começar a pensar em sonhar. Então o “normal” são as pessoas estudarem, entrarem na faculdade, comprar um carro, conhecer alguém, se casar, viajar nas férias de janeiro, ter filhos, comecar a se preocupar com a escola, faculdade e carreira dos filhos, e lááá com 60 anos (se tudo correr bem) elas começam a se lembrar de que tinham que ter sonhado em algum momento. “Ah, mas agora já é tarde demais pra isso. Não tenho mais tempo e nem saúde. O trabalho, os compromissos e as obrigações ocuparam todo o meu tempo.”

É claro que uma vida estável, com casa, família, emprego, etc, pode ser o sonho verdadeiro de alguém, e conheço pessoas muito felizes vivendo nessa realidade. Trouxe essa experiência pra contar que era isso que minha mãe esperava de mim, mas em algum momento da minha vida eu percebi que eu não queria viver num ambiente estável e seguro. Eu adoro o inesperado. Estou aprendendo e adorando aprender estar aberta para as surpresas e os presentes que a vida (Universo, Deus) está o tempo todo preparando pra gente.

“Ah, mas você não precisa correr tantos riscos! Fica sentada num parque ou numa praça e deixa as coisas acontecerem!”

A estrada me chamou, num grito bem alto dentro do meu coração e eu já não consigo ignorar esse chamado. Existem muitos jeitos de trilhar um caminho de auto conhecimento e crescimento, cada pessoa está incubida de encontrar o melhor caminho pra si. E por ora eu acredito que o meu caminho é na estrada, com a minha companheira Miguelina e todas as surpresas que estão a minha espera!

Quero chegar aos 60 anos com muito mais dúvidas do que tenho hoje, com mais vontade de conhecer o mundo e as pessoas, de saber como me relacionar harmonicamente com a natureza. Quero que minha vida seja uma espiral sem fim de aprendizados e encontros.

Espero que todos os corações se acalmem, que a estrada me acolha e que o universo continue sendo tão infinito na sua generosidade de nos compartilhar tanto ensinamento!

Desejo uma boa evolução a todos!

1383916_10202260679219605_792961611_n

Publicado em Única | Deixe um comentário

RELAXA, nada está sob controle.

Não me lembro exatamente quando, mas desconfio que quando voltei do Guerreiros Sem Armas decidi que eu iria viajar. Não uma viagem qualquer, a passeio. Eu iria partir, sem data pra voltar, do jeito que eu sempre quis: com uma mochila nas costas, um caderno de anotação e com os olhos e os ouvidos muito atentos. Meu destino era a America Latina, uma volta de reconhecimento e busca sobre todas as culturas que fazem parte desse continente fascinante. Eu ainda precisava de um tempo pra me planejar, me preparar financeiramente, e pra digerir a informação. Pesquisei blogs, li histórias, conheci alguns viajantes, até que cruzou no meu caminho um cara muito importante que me deu um conselho que mudaria tudo: ” Eu recomendo que vá de bike, pois é a maneira mais maravilhosa de se conhecer PESSOAS, de estar em contato com culturas. A bike comove as pessoas e elas fazem questão de te ajudar, além de te respeitarem mais” (Betão – viaja de bike pela america Latina desde 2012 – http://www.facebook.com/vestigiodeaventura). PRONTO, meu coração tava convencido, eu não iria de outro jeito. Mas nem tudo era fácil assim, e eu ainda tinha muita coisa pra fazer. Planejar a viagem, os pontos de parada, comprar uma bike nova, arrumar barraca, saco de dormir, as roupas de ciclismo, equipamentos necessários, etc. Eu, sem emprego desde março, não sabia exatamente como iria fazer tudo aquilo, mas uma calma tomou conta de mim. Eu sabia que estava seguindo o que havia de mais sincero e verdadeiro dentro de mim: tudo iria dar certo!

Foi então que outra pessoa cruzou meu caminho. Numa fim de tarde no Ibirapuera eu avisto uma bicicleta cheia de bagagem, barraca, saco de dormir, etc. Era surreal que aquilo estivesse acontecendo. Me acheguei, trocamos 10 palavras, o suficiente pra eu saber que o Andres era Colombiano, e estava viajando de bike desde Caxias do Sul até São Paulo e indo para o Norte, tendo a Venezuela como destino. Ele iria ficar por São Paulo alguns dias (quem sabe semanas), por isso trocamos contatos (facebook) e ficamos de marcar um passeio. Foram muitos encontros e passeios desde que nos conhecemos, a identificação e a curiosidade foi imediata. Assim como a vontade de estar perto pra poder aprender mais sobre como viajar de bike. Tudo foi ficando muito claro e muito simples. De repente eu já não pensava mais em comprar uma bike nova, a minha Miguelina – companheira de muitos rolês aqui em SP – estava muito boa pra ir comigo nessa aventura, e eu pude sentir que ela era a companheira perfeita.

De repente o Andrés conheceu uma ocupação artística no centro de SP, e decidiu passar um tempo ali. Ele ainda precisava resolver coisas do passaporte dele e uma papelada do Mercosul. Me chamou pra conhecer o lugar e foi amor à primeira vista. Decidi que eu queria ficar ali com ele. Nesse momento já estávamos vivendo o que eu posso considerar, minha primeira história de amor da viagem, que tinha data pra começar em fevereiro/2015, mas estava começando aqui em SP, e agora, em setembro/2014, sem que eu pudesse controlar.

Estou há um mês (aproximadamente) morando numa ocupação artística, na Rua do Ouvidor, n.63 ap. 76. Aprendendo sobre viver em comunidade, as coisas muito boas e as coisas péssimas; andando de bicicleta pela cidade 99% do tempo; me alimentando de recicles feitos no Mercado Municipal, nas padarias e lanchonetes da região; aprendendo a conviver e me relacionar com a minha família a partir de um outro lugar de compreensão, respeito e muito conflito construtivo; e experimentando o que é não ter controle de nada, viver um dia de cada vez com todas as surpresas e presentes que a vida e o mundo podem nos oferecer.

Eu ainda não cai na estrada, mas minha viagem começou sem que eu percebesse. De repente eu me dou conta novamente que quando desejamos algo do fundo da nossa alma, o universo inteiro conspira para que isso se realize. Essa viagem significa, pra mim, uma etapa importante na minha jornada de auto conhecimento. Um doutorado informal, com alguns orientadores me ensinando, ajudando e me amparando nesse caminho. Não tenho nenhum objetivo concreto com essa viagem. Ainda não pensei em livro, ou algo que possa nascer dela. Mas sei que o terreno é muito fértil e que as sementes que eu to jogando nele vão fazer brotar flores, árvores e frutos pra alimentar a alma de muitas pessoas, inclusive e principalmente a minha. Me conhecer se tornou o grande projeto da minha vida. Saber a cada momento me respeitar, me amar e me sentir em paz, mesmo nos momentos mais difíceis. Controlar o medo e a ansiedade diante de um mundo que se mostra tão hostil e urgente é algo que eu realmente quero aprender. E deixar fluir a água desse rio que nasce no meu coração, e se desdobra em mil afluentes por todo o meu ser, deixar fluir naturalmente a vida que existe em mim.

Nomeei minha viagem de BUSCANTE. Uma viagem em busca de mim mesma, refletida nas pessoas e nos lugares que eu já estou conhecendo. Uma busca por conhecimento, aprendizados e evolução espiritual. A bike vai ser meu transporte e o mundo vai ser meu destino!!

Bora?

Publicado em Viagem | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Afinal, tudo tem um começo …

Existe um ninho  cheio de amor, respeito, conflitos (internos e externos) e experiências edificantes. Um lugar bem bonito, protegido de quase todo o mal. Desse ninho portas se abrem para oportunidades boas de escolas, faculdades, amigos bem apessoados, um futuro brilhante e promissor. Existem dois baús de histórias nesse ninho: um guarda histórias engraçadas e felizes que são recontadas em jantares, almoços e festas; e no outro são guardadas histórias proibidas de serem lidas, fingimos que esse baú nem existe na verdade, tudo o que queremos “esquecer” colocamos ali. E tem uma porta no fundo desse ninho, coberta pelas ervas daninhas que cresceram descontroladamente, que nunca ninguém se atreveu a abrir. Muitas histórias já se ouviu de pessoas que em outros ninhos perto dali abriram essa porta (que existe em todos os ninhos), histórias com dragões, monstros, ciclones, homens mal intencionados e bruxas terríveis. Por isso nunca ninguém se atreveu a atravessar aquela porta.

Um belo dia, eu – moradora de um desses ninhos – não aguentei mais de curiosidade e fui até essa porta. Afastei com cuidado as ervas daninhas, me ralei um pouco, e vi uma coisa escrita na porta, talhado à mão com letras enormes estava a palavra MUNDO! Voltei para o meu quarto com aquilo batendo muito forte no meu coração pensando o que poderia significar aquilo. Comecei a ler sobre o mundo: livros, blogs, testemunhos, histórias horríveis e maravilhosas, esportistas, surfistas, fotógrafos, artistas, empreendedores, viajantes. Muitas pessoas se aventurando pelo tau mundo e vivendo experiências tristes e felizes o tempo todo, crescendo enquanto pessoas com todas essas experiências. Conheci pessoas que foram ao mundo, elas me inundavam com suas histórias, me faziam viajar em pensamento enquanto me contavam as aventuras que viveram, as pessoas que conheceram, as comidas e camas que experimentara, as estrelas e nascer do sol que viram.

O meu destino estava escrito: eu iria para o mundo. Eu atravessaria aquela porta! Queria ver com meus próprios olhos tudo aquilo que me estava sendo contado. Queria sentir na minha pele os arrepios, os medos, os frios e os calores que só indo para o mundo eu poderia conhecer!

world-map-watercolor-michael-tompsett_large

 

 

Publicado em Viagem | Marcado com , , | Deixe um comentário

<3 … é só amor!!!

Que alegria saber que hoje é o dia que você veio ao mundo pra trazer tanta alegria e tanta beleza!!!!

 

Ter encontrado você na minha vida é ter certeza que sempre vou ter alguém com quem contar, um porto seguro onde ancorar minha nau perdida …. a alegria e a segurança que emana de você me faz te amar muito!

Mesmo na distancia, mesmo assim …

Te desejo o universo de coisas tão lindas que não sei descrever!

TE AMO MUITO, sem tamanho e sem fim … <3

25206_109928099020996_7991253_n

Publicado em Única | Deixe um comentário